16 de set. de 2008

Que confusão!

Por que a gente só dá valor para o que não tem? Me pergunto isso porque às vezes parece que eu só dou valor para as coisas, quando as perco. Eu tanto quis namorar, noivar, fazer uma festa de casamento bem bonita, ter minha casa com meu marido, ter filhos, enfim uma família, e por que agora que parece que está tudo se encaminhando para qu este sonho se realize, eu estou tão desmotivada. Acho que um tanto, porque sinto que fui pedida em noivado pois meu pai não tinha muito tempo de vida, outro tanto, porque acho que meu namorado pensou que o noivado puderia melhrorar o nosso relacionamento, aliás, contraditório isso, dar um passo a frente quando as coisas estão difíceis ao invés de aumentar a precaução. Outra coisa que acho que me deixa assim confusa é que quando a doença do pai voltou, recebi o pedido de casamento para apurar as coisas para que fosse possível o meu pai estar presente na cerimônia, o irônico, é que mesmo que nos apressassemos, não teríamos sido rápidos o suficiente, porque o pai faleceu menos de dois mês após o diagnóstico da volta do tumor. Apesar de eu não ter aceitado aquele pedido de casamento naquele momento, as coisas continuam se encaminhando para que isso aconteça mais cedo ou mais tarde. Agora tem o apartamento para comprarmos juntos, o que é um grande passo para um casal, porém estou completamente avessa a idéia de casamento, eu queria casar quando tinha um pai para entrar comigo dentro da igreja, eu sabia que isso faria ele muito feliz, mas agora, que não o tenho mais comigo em forma física, fico pensando pra que tudo isso, só para encher a barriga de um monte de gente? Não, acho melhor não. Eu sei que não é necessário casar para ir morar junto, até porque moramos junto há mais de um ano, mas sei que comprar um apartamento juntos será quase que oficializar um casamento. E tudo isso tem me deixado tão confusa, ainda brigamos tanto. Quase oito anos junto e não acredito que eu possa estar tão confusa.

15 de set. de 2008

Revendo amiga...

Que findi bem bom. Aproveitei a viagem do meu namo para rever uma amigona minha das antigas. Apesar de morarmos na mesma cidade raramente nos vemos, mas neste findi consegui arrumar um tempinho para me dedicar a mim e fazer só o que gosto, como por exemplo, tomar um chimas no parcão com esta minha amiga. Foi muito bom, um chimas bem quentinho nestes últimos dias de inverno. Fazia um bom tempo que não nos encontrávamos, mas foi como se estivessemos ainda morando juntas, os mesmos dilemas, os mesmos gostos, as mesmas vontades... Sempre gostei muito dela por me sentir muito livre para falar o que penso sem medo de ser recriminada, talvez porque sei que é ela é tão ou mais louca do que eu. Só achei estranho uma coisa, conversando com ela achei esquisita a sensação de conforto que senti ao perceber a vida dela não é tão perfeita quanto parecia há distância. Eu gosto muito dela e quero bem dela, mas confesso que me senti mais normal ao ver que ela também está em um momento de muitas dúvidas. Sei lá, mas parece que vi que não sou a única a estar indecisa quanto a o que fazer da vida, a ter problemas com o trabalho, estudos, amores, família, enfim com a vida. Tomara que nossas vidas tomem um jeito um dia...

12 de set. de 2008

Colocando pra fora...

Há tempos minha dificuldade em falar o que penso, o que sinto e o que quero, vêm me incomodando. Vou guardando tudo para mim, até chegar ao ponto insuportável de pressão, quando acabo descarregando nas pessoas que estão perto de mim e que muitas vezes não têm nada a ver com o problema. Ontem a noite depois de uma longa conversa, para não dizer discussão com meu namorado, decidi que estava na hora de esternalizar. De colocar para fora. E é assim que começo meu desabafo.
Estou cansada de segurar tudo para mim, enquanto não consigo falar diretamente para as pessoas que realmente deveriam escutar o que tenho para dizer, limitada, provavelmente, pelo medo de reprovação ou de desagrado dos outros, vou ao menos deixar aqui escrito o que penso para para que de repente com o tempo esse exercício de falar com teclado desenvolva minha capacidade de expressar minhas idéias, e assim, quem sabe um dia eu consiga falar o que passa na minha cabeça para pessoas e não para telas de computadores.